Universalização do saneamento até 2033: a meta começa na vistoria de cada casa
Imagem ilustrativa
O Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020) determina que, até 31 de dezembro de 2033, 99% da população tenha água potável e 90% tenha coleta e tratamento de esgoto. Pelos dados mais recentes do SINISA, de 2024, o Brasil está em 84,1% no abastecimento de água e 56,7% na coleta de esgoto.
Fechar essa distância exige rede nova e obra. Mas exige também ir de casa em casa: entender o que cada imóvel precisa, executar o serviço e comprovar tudo. Em muitas operações, essa etapa ainda é controlada em ficha de papel.
| Indicador | Meta até 2033 | Situação em 2024 |
|---|---|---|
| População com água potável | 99% | 84,1% |
| População com coleta de esgoto | 90% | 56,7% |
Fonte: Instituto Trata Brasil, com base no SINISA 2024.
A meta se cumpre na última ponta
A rede pode passar na frente da casa e a casa continuar sem ligação. Entre a rede e o morador existe a última ponta: a ligação, a instalação intradomiciliar e, muitas vezes, a caixa d'água.
Por isso, em um programa de universalização, cada imóvel passa por três etapas:
- Vistoria: a equipe verifica o imóvel, confirma se o morador quer e precisa da caixa d'água e/ou da ligação de esgoto, tira fotos e colhe a assinatura dele.
- Execução: outra equipe volta, faz o serviço e registra novas fotos e uma nova assinatura.
- Relatório: tudo é reunido para a prestação de contas e para a auditoria.
Com milhares de imóveis e várias equipes em campo, são pilhas de fichas circulando toda semana entre o carro, a rua e o escritório.
Onde o programa trava: a ficha de papel
Fim de mês, 21h. A produção precisa fechar e faltam fichas. Uma molhou, outra ficou no carro, outra está com a assinatura ilegível. A casa foi visitada e a equipe gastou combustível e hora de trabalho, mas serviço que não se comprova corre o risco de não ser pago.
Se a sua operação ainda roda em papel, você provavelmente reconhece estes sintomas:
- Fichas perdidas, molhadas ou incompletas no fechamento do mês.
- A foto no celular do técnico, a ficha na pasta e a planilha no escritório, sem ligação entre elas.
- Para saber em que etapa está cada casa, é preciso ligar para alguém.
- O relatório da auditoria montado na véspera, garimpando pastas.
O problema raramente está na coleta. Está no caminho entre o campo e a gestão. A informação só tem valor quando chega a quem decide o que faturar, o que priorizar e onde a equipe precisa voltar.
Como o Sistema de Vistoria de Caixa D'água tira o programa do papel
A SaneaSysTech criou o Sistema de Vistoria de Caixa D'água para essa rotina: vistoria, execução e relatório num painel só, com foto e assinatura coletadas em campo pelo celular ou tablet.
| Etapa | Hoje, no papel | Com o sistema |
|---|---|---|
| 1. Vistoria | Ficha à mão, foto solta no celular, assinatura no papel | Dados, fotos e assinatura do morador na tela do celular ou tablet, mesmo sem sinal |
| 2. Execução | Outra ficha, em outra pasta | Registro amarrado à vistoria daquele imóvel |
| 3. Relatório | Montado na véspera da auditoria | Um PDF por imóvel, gerado pelo sistema |
Na prática, isso muda três coisas:
- Funciona sem sinal. A universalização acontece, muitas vezes, onde o sinal de celular é fraco, como bairros periféricos e loteamentos novos. A equipe registra offline, e os dados sobem quando a conexão volta.
- A assinatura do morador vai direto para a tela. Nada de ficha rasurada ou folha que molhou no caminho.
- O gestor vê a etapa de cada casa num painel. E, quando a auditoria pede, o relatório já está pronto.
Antes de transformar um imóvel, é preciso conhecê-lo
A universalização do saneamento é um desafio de infraestrutura, mas também de gestão. Modernizar o trabalho de campo não é só trocar o papel por uma tela. É ligar quem está na casa do morador a quem decide sobre a operação.
Para chegar a 2033, cada casa conta. Antes de transformar a realidade de um imóvel, é preciso conhecê-la. E, depois de conhecê-la, não perder nada no caminho.
Nada se perde.
Perguntas frequentes
O que é a universalização do saneamento?
É garantir que praticamente toda a população tenha água potável e coleta e tratamento de esgoto. No Brasil, as metas estão na Lei nº 14.026/2020: 99% da população com água e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033.
O prazo de 2033 pode ser prorrogado?
Só em casos específicos. A lei permite estender o prazo até, no máximo, 1º de janeiro de 2040, quando os estudos da prestação regionalizada mostram que a meta de 2033 é economicamente inviável, e desde que a agência reguladora concorde antes. Fora dessa exceção, vale 2033.
Dá para fazer vistoria de campo sem internet?
Com o Sistema de Vistoria de Caixa D'água, sim. A equipe registra dados, fotos e a assinatura do morador offline, e tudo é enviado quando o celular ou tablet volta a ter conexão.